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terça-feira, 8 de agosto de 2017

AS DIVERSAS VANTAGENS DO ALEITAMENTO MATERNO

AS DIVERSAS VANTAGENS DO ALEITAMENTO MATERNO

 
Entre os dias 01 a 07 de agosto, ações de todo o mundo são voltadas para a Semana Mundial de Aleitamento Materno,  qual é considerado a mais sábia estratégia para o vínculo de afeto e proteção à criança e a maneira mais eficaz e econômica para a redução dos índices de mortalidade infantil.
 
 
A Organização Mundial de Saúde declara que é fundamental o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade e, após esse período, as crianças devem continuar sendo amamentadas no peito até dois anos ou mais, sendo nessa fase acrescentados alimentos complementares.
 
Segundo Daniela Salgado, diretora de Vigilância em Saúde e mestre em Enfermagem pela Universidade de São Carlos, há inúmeras vantagens do aleitamento materno para a mãe, para o bebê, para a família e para a sociedade, comprovadas cientificamente.
 
“Sobre as vantagens do aleitamento materno para a mulher, no aspecto fisiológico, a ocitocina é um hormônio liberada durante a amamentação e que também responsável pela contração uterina, o que possibilita proteção contra anemia, em decorrência da rápida involução uterina. Estudos apontam ainda proteção contra câncer de mama e ovário, proteção contra doenças degenerativas, doenças cardiovasculares e efeito contraceptivo”, explicou Daniela.
 
Se a mulher está em amenorreia e o bebê tem menos de seis meses, alimentando  exclusivamente do leite do peito, a proteção contra gravidez nas primeiras oito semanas é de 100% e de 98% até o bebê completar seis meses.
 
“Uma nutriz produz, em média, de 600 a 800 ml de leite por dia, o qual é considerado um alimento qualitativamente completo para a criança ate seis meses de vida, visto que é equilibrado, adequado e suficiente. O leite materno está sempre na temperatura ideal para ser servido e a praticidade em servi-lo”, falou a diretora da Vigilância.
 
Além dessas economias, devido à imunidade adquirida pelo leite materno, há também as economias com tratamentos médicos derivados de diarreias, otites, dentre outros. estima-se que o aleitamento materno poderia evitar 13% das mortes em crianças menores de 5 anos em todo o mundo, por causas preveníveis.
 
A mortalidade infantil, causada por doenças infecciosas, é seis vezes maior em crianças menores de dois meses e que não foram amamentadas. As vantagens do aleitamento materno para a família e para a nação remetem aos indicadores de saúde como menor taxa de morbimortalidade da criança que, em muitas localidades brasileiras, ainda permanecem como causa de mortalidade pós-neonatal ou tardias por doenças infecciosas, cuja prevenção e terapêutica estão relacionadas à alimentação, educação, habitação, saneamento básico e também assistência ao pré-natal, parto e recém-nascido.
 
Outra vantagem para a sociedade é a proteção do meio ambiente, pela não utilização de dejetos de mamadeiras, bicos, latas, embalagens. Apesar de inúmeras evidências científicas acerca de seus benefícios muitas mulheres não amamentam, seja por falta de conhecimento, falta de auxílio ou apenas por não desejarem amamentar, mas é muito importante que todos os indivíduos saibam dos seus benefícios.
 
“Parir dói, amamentar dói, não conseguir amamentar dói mais ainda. Perder a subjetividade de mulher e tornar-se mãe também dói, mas se redescobrir como protagonista de sua própria história, como mãe, nutriz, cuidadora e geradora de sonhos para um serzinho que acabou de vir ao mundo recompensa todas as dores vivenciadas simplesmente por amor”, finalizou a diretora.
 
Daniela Aparecida Salgado Targino – Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal de São Carlos, com ênfase em Saúde da Mulher, Diretora da Divisão de Vigilância em Saúde, Docente da Graduação em Enfermagem- UNIFEG.