PREFEITURAS MINEIRAS ADEREM A MANIFESTAÇÃO CONTRA O GOVERNO DO ESTADO PELA FALTA DE REPASSES FINANCEIROS
Dívida do Estado aos Municípios ultrapassa os R$8 bilhões
Nesta terça-feira (21) acontece na capital mineira, Belo Horizonte, uma grande manifestação dos prefeitos contra o Governo do Estado pela falta de repasses aos Municípios e que se acumula há meses, ultrapassando as cifras de R$8 bilhões. Somente para as 17 cidades da AMOG (Associação dos Municípios da Microrregião da Baixa Mogiana) esta dívida chega a mais de R$52,2 milhões.
De acordo com o prefeito de Guaxupé e presidente da AMOG, Jarbas Correa Filho, que está na manifestação em Belo Horizonte, a dívida do Estado aos Municípios tem trazidos inúmeras dificuldades às Prefeituras na oferta de serviços públicos, especialmente às pessoas que mais dependem das Prefeituras.
“Nossas Prefeituras estão agonizando com a falta dos repasses financeiros que ultrapassam os R$8 bilhões. Serviço Social, Educação e Saúde são os mais afetados. Têm cidades que já estão cortando alguns serviços básicos, como transporte escolar e até mesmo atrasando o pagamento dos profissionais da Educação, uma vez que é considerável a dívida do Governo de Minas para esta área. Além disso, a Saúde tem sido a mais prejudicada com R$4,1 bilhões que o Governador não repassou às nossas cidades. Do jeito que está não dá mais! Por isso estamos aqui, para protestar e cobrar deste desgoverno o que é de direito constitucional das Prefeituras mineiras, do nosso povo que está lá, sofrendo!”, falou Jarbinhas.
Dos 853 municípios de Minas, mais de 500 paralisarão suas atividades na tarde de hoje como forma de protesto. A AMOG emitiu no dia 17 de agosto um ofício aos Municípios associados, onde repugnou a falta de repasses, mas solicitando aos prefeitos para que não interrompa os serviços prestados ao povo como forma de protesto.
“A população já está sendo penalizada com a falta destes repasses, seja pela indisponibilidade de um exame de alta e média complexidade, um medicamento, um atendimento no social, hospitais fechando as portas por não ter recursos financeiros para se manter em funcionamento. Enquanto presidente da AMOG, temendo um prejuízo maior ao povo, sugeri que as Prefeituras associadas não fechassem as portas na tarde de hoje, embora concordo plenamente que nós, prefeitos, viéssemos aqui para Belo Horizonte protestar. Fomos eleitos para isso, para defender o nosso povo e nossas cidades, mas não para paralisar qualquer serviço como forma de protesto e indignação pela irresponsabilidade da Fazenda Pública do Estado de Minas Gerais”, explicou Jarbinhas que desde fevereiro deste ano encabeçou juntamente com outros prefeitos, o movimento de cobrança pelo Sul de Minas.
Tem-se a confirmação no Estado de Prefeituras que paralisarão somente a parte administrativa, outras ainda paralisarão também as aulas e serviços sociais. Ainda, ao que constam, algumas Prefeituras paralisarão todos os serviços públicos, com o fechamento de suas repartições, atendendo somente na área da Saúde as urgências e emergências.
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